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Sem palavras. Cognições assertivas de signos decodificados de forma errônea. Uma série de amarrar e avisar os desavisados. Em uma linguagem mais real: que Píula é essa hein?

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Você já deu uma olhada em seu jardim hoje? Aliás…você possui algum jardim? tente ir lá fora agora, dê uma espiada nas árvores ao seu redor, olhe quantas folhas pequeninas balançam ao vento e estão satisfeitas, só por ter vida. Olhe quantos pássaros pousam nela, cantam e se divertem, olhe também a sombra. Nela, às vezes, nos protegemos do imenso calor agreste e esquecemos do tempo. Podemos sentir o frescor no alvorecer pelo balançar de seus galhos… e isso não é tudo! Papel, lápis, borracha, cadeira, mesa, estante, janela, guarda-roupa, rack… Você já parou então para pensar quanta coisa vem delas? O quanto nós a exploramos e a matamos? Mas elas também não são seres com direito à vida?
Apesar de todo romantismo e sensibilidades utilizados para prender sua atenção, gostaria só de atentar para a ausência de cuidados presente em nós mesmos com a natureza. Ela que nos dá tudo. Se não conseguimos reconhecer tudo o que ela nos oferece, que pelo mesnos hoje, só hoje, você pare para olhar uma árvore ou até plantar uma muda. Que tal? Em tempos de aquecimento global, nada mais justo cooperarmos com atitudes de educação ambiental. Afinal, esperamos que o mundo sobreviva ainda alguns bilhões de anos, não é?
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Não, não estou falando da famosa Coca-cola, mas algo relacionado sim a produtos e resultados do malfadado capitalismo. A lei da oferta e da procura, o valor do dinheiro e a banalização da vida dos seres humanos. Inúmeras são as características de uma economia global que preserva os piores sentimentos humanos e discrimina a emoção, o homem. Esse é um dos principais focos do vídeo “Ilha das Flores”, de 1989, que apresento abaixo para vocês, do mesmo diretor do atual filme “Saneamento Básico”, Jorge Furtado.
Agradeço, primeiramente, ao blog PutsGrilo, que inspirou o meu post e me deu a chance de conhecer essa produção. Obrigada!
Vamos ao vídeo em 3 partes:
Parte I
Parte II
Parte III
Isso tudo me lembra do poema de Manoel Bandeira, “O bicho”, que transcrevo para finalizar essa obra-prima:
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
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