Filme: entre os labirintos de um fauno, o Oscar
É no universo infantil que o mundo se revela sob uma ótica metafórica e lúdica dos nossos sonhos de criança. Em uma quimera desejada, o mundo da imaginação é descoberto por meio de desenhos, leitura e muita vivência.
A pureza abre portas e janelas para ingenuidade que está conhecendo tudo pela primeira vez, criando uma válvula de escape do que pode ser, do mundo criado pela abstração. Adentrar nesse espaço, aprofundar esses conceitos e realizar uma grande obra reportada no cinema. Foi assim que Guillerme Del Toro conseguiu conquistar três estatuetas do Oscar em 2007. O filme
“Labirinto do Fauno” é o filho pródigo do cineasta que uniu a beleza da imaginação infantil com a pobreza do espírito humano em guerra.
A menina Ofélia mergulha em seus livros
e descortina um novo mundo onde pode viver com a magia, alegria e aventuras na esperança de um mundo melhor. No entanto, a realidade – guerra espanhola – esconde dela as agruras de um submundo humano feito de guerras, mortes e violência.
Entre as cenas de tortura e as provas impostas por um fauno, pelas quais a menina tem que passar para se tornar a rainha do subterrâneo, o filme faz com que passemos da água para o vinho em uma construção que se delineia para um fim comum: uma história digna de Oscar.
O visual é um ponto muito forte. A atriz Ivana Baquera, que interpreta a Ofélia, tem muito carisma a oferecer e nos emocionar. Assistam!
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