Artigo: Fila de Banco
Essa é boa…

Semana passada fui pega de surpresa: meu saldo tinha sido reduzido a metade. No extrato, constavam duas operações iguais para cada débito de pagamento que fiz em dois dias. O pior era saber que o meu destino, segundo o gerente da agência, seria esperar: falha técnica ou humana? Eis a questão! Mas de fato, o que venho relatar seria então, uma saga burocrática, que não seria a primeira, mas minha e de muitos que precisam resolver, enfrentando a digníssima e dolorosa, não idolatrada, fila…
Primeiro: quem trabalha 8 horas por dias, cinco dias por semana, em horário comercial, fica impedido de resolver qualquer questão presencial se não faltar o trabalho ou pedir para sair mais cedo;
Segundo: não é certo que irá encontrar a solução de primeira, nem talvez de terceira ou quem sabe de quarta;
Terceiro: A gente nunca é atendido prontamente na primeira pessoa que recorremos e/ou quem sabe nem na 15°;
Quarto: sempre falta alguma coisa ou eles sempre exigem documentos que não estão com você;
Quinto: a fila é interminável não só no final do mês, mas sempre…
Quinto: haja burocracia ou seria…Burrocracia???
Para completar, segue uma crônica que fiz no auge da minha bendita angústia impaciente:
Burrocracia
Burocrático, difícil de dissolver, complexo em sua pronúncia. O que de mais ser existe: bagunça. Redundância, prolixidade, deveriam seguir-te em sinonímia. A fila que te aguarda, as respostas corretas que se calam, o infinito que te reserva. Tu não tens fim, oh Burocracia!!
Chegaste para salvar as nações de todo o mal: o caos, e se tornaste numa cidade lisonjeada pelo terrível desassossego. Foste tu ó burocracia, que acalentou os funcionários públicos, que exterminou a pacífica tranqüilidade do percurso diário. Tu és de todo o mal, sanguinário da paz.
No entanto, ledo engano…Os teus pais te escravizaram, não és tu o culpado por tamanha crueldade cidadã. Foram os líderes, donos vocabuláticos que te insultaram a tamanha baixeza. És volúvel, maleável, incerto, abstrato. Adjetivos tortos, para uma palavra sem jeito. Liberta-te e renasce em outro corpo vocabulário, aconselho. Só assim terá ciência de quanto fazes sofrer a já estressante rotina diária desta metrópole que te usa…ou será “usada” por ti???? (R.P.)
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